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Apple Watch: seis aprendizados dos primeiros meses de uso
Seis aprendizados de produto depois de meses usando um Apple Watch — o que funcionou, o que era promessa e o que ainda faltava.
Por Arthur Castro
 Como bom geek, comprei um Apple Watch alguns meses atrás — quando o dólar ainda não estava valendo R$ 219038210307213,00. Eu sabia que não precisava, até porque nunca gostei muito de usar relógio (exceto um que tive aos 12 anos, que tinha um espaço para guardar balas e parecia um morfador dos Rangers). Mas, antes mesmo do lançamento, estudei todas as guidelines e fiz muitos mockups, porque fui convidado para a seleta lista de apps que estariam no lançamento. Acabamos desistindo de entrar — não por vontade, mas por uma decisão de roadmap e recursos. Como dizia Jobs, "foco é saber dizer não". Enfim, já tinha visto alguns amigos meus com outros smartwatches: moto 360, LG, Pebble… quase nenhum review positivo, exceto do Pebble. Os que não deram o braço a torcer simplesmente pararam de usar e venderam meses depois. Apesar da incógnita, e sabendo que o Apple Watch era o mais "dependente" do iPhone entre os relógios (além de ser a primeira geração de um produto Apple), arrisquei para entender como ele poderia ser útil. Listei abaixo algumas dicas. ## 1. Antes de tudo, configure suas notificações Nos primeiros dias com o meu, estava me sentindo irritado pelo excesso de notificações e vibradas no pulso. Trabalho com apps e UX e, além dos que uso rotineiramente, tenho mais ou menos 250 apps instalados que uso com menos frequência ou que servem para teste e benchmark. Então, para não ficar com o pulso tremendo a cada minuto, configure apenas os apps que você realmente acha úteis (acredite em mim, aposto que serão no máximo 10). ## 2. Tela principal e glances podem ser bem úteis Assim como no iPhone você deixa os apps que mais usa com acesso mais fácil, tipo fora de pastas, configure as informações da tela principal. Na minha estão hora, timer, calendário, resumo das atividades, temperatura e porcentagem de bateria. Além disso, os glances — que são uma espécie de resumo dos apps sem precisar acessá-los — podem economizar ainda mais o seu tempo. ## 3. Passei a olhar meu iPhone menos Se ligue nos dados: 1. Olhamos o smartphone mais de 150 vezes por dia. 2. Depois do Apple Watch, carrego meu iPhone uma vez por dia. Parei de ficar olhando a central de notificações a cada 5 ou 10 minutos e a cada vibrada no bolso. Configurei o relógio para receber apenas notificações de apps importantes: e-mail do trabalho e pessoal, apps de mensagem do trabalho e pessoal, e Twitter. No dia a dia, quando recebo uma notificação, dou uma breve olhada na tela; se for importante, interajo, se não, continuo o que estou fazendo.  ## 4. Me exercito mais Pode parecer bobeira, mas com uma tela no pulso te lembrando de levantar caso fique muito tempo sentado, das calorias gastas e da quantidade de passos no dia, realmente tenho um estímulo a mais. O Workout também é bem útil, já que o Nike Running demora uma eternidade para abrir. ## 5. Realmente uso funções de um relógio "Você comprou um relógio, cara, como assim não usar funções de um relógio?" Ok, sei que você pode estar pensando isso. Mas, assim como uma das coisas que você menos utiliza no smartphone é a ligação, o Apple Watch também pode te pregar umas peças. Além das horas, tenho um timer configurado de três em três horas para lembrar de me alimentar (existem milhões de apps que fazem isso, mas nenhum que fica vibrando no seu pulso) e uso o cronômetro para marcar o tempo que passo viajando e em reuniões no dia a dia. ## 6. Me sinto um Power Ranger Sério, atender uma ligação como se estivesse falando com o Zordon é incrível.  Apesar de alguns apps demorarem para carregar, da dependência do iPhone e de mais um carregador diferente (mais um, né, Apple?), não me arrependo de ter comprado a primeira geração de um produto Apple — até porque ele realmente tem ajudado a modificar alguns hábitos e a ser mais produtivo.