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Bruna Costa: "existem duas coisas fundamentais: escutar e trabalhar em equipe"

Entrevista com Bruna Costa, líder de produto no Nubank: da consultoria à Youse, rotina de liderança, maior falha na carreira e dicas para quem quer ser product manager.

Por Arthur Castro

**Product Hero** é a série em que entrevisto pessoas que ajudam a criar produtos incríveis no Brasil e no mundo. Desta vez, a conversa é sobre uma competência que quase ninguém coloca no currículo: escutar de verdade — o cliente e o time. ![Yusra Mardini, refugiada síria](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/63c9c620-a40b-47a2-a5a9-df28090cd335_800x450.jpeg) ## Quem é Bruna Costa Bruna é paulista, mas vivia em Minas Gerais, na casa da avó. Formada em Engenharia Química pela Poli-USP, fez também uma especialização em Gerenciamento Estratégico na Université Paris-Sud. ![](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/06aaccfa-7f6e-4438-abf9-cddeecd2096f_667x1000.jpeg) Começou a carreira em consultoria, trabalhando em vários projetos, com culturas e negócios diferentes — entre eles, a Youse, que a convidou pra se juntar ao time de produtos e onde trabalhamos juntos. Desde então, trabalhou com a criação de novos produtos e a digitalização de jornada de seguros, até ir para o Nubank. No roxinho desde 2018, já passou por algumas equipes e hoje é líder dos times que cuidam da estrutura e navegação do app. ## Como você virou um Product Manager? Na consultoria, se tem a oportunidade de vivenciar diferentes tipos de projetos, em diferentes tipos de indústrias. Eu sempre me identifiquei mais com aqueles que tentavam resolver um problema específico do cliente ou funcionário, com o uso da tecnologia. Meus objetivos de carreira foram ficando mais claros quando realizei projetos em empresas digitais, com DNA jovem, cultura hands on, sentimento de dono e foco em gerar impacto para o cliente e para o negócio. Após um período de projetos na Youse Seguros, a empresa me fez um convite para me juntar ao time. O papel que eu desempenhava nos projetos já era bem semelhante ao de um Product Manager, porém eu era consultora, não vivia 100% a cultura e as responsabilidades do cliente. Aceitar esse desafio seria um passo importante para o que vinha buscando para mim, então a decisão foi natural. Dessa forma, me tornei oficialmente Product Manager, vamos dizer assim. ## Como você explica seu trabalho para pessoas normais (como avós, amigos…)? Já tentei várias táticas, mas é realmente complicado! Ultimamente, acho mais fácil falar que eu sou a responsável por garantir que a gente atenda as necessidades do cliente, fazendo a ponte entre o time de tecnologia e o negócio. ## Qual é sua rotina diária como Product Manager? Não tenho uma rotina muito rígida e, por ser líder de alguns PMs, sem trabalhar diretamente no dia a dia do time de desenvolvimento, tenho uma agenda bem caótica, que varia com a necessidade das pessoas. Tento sempre equilibrar minha semana entre as reuniões de estratégia da business unit, análise de métricas e alinhamentos com outros times. Eu gosto bastante de trabalhar em conjunto, então me junto às equipes em algumas reuniões mais táticas, como análise de pesquisas ou quebra de releases. E claro que tenho meus momentos sagrados de leitura e 1:1s. ## Onde você busca inspiração? No Slack do Nubank existem vários canais para as pessoas postarem artigos e novidades, então acabo consumindo muito conteúdo por lá. Também acompanho o conteúdo do Product Arena (principalmente o mobilinks) e o [TechCrunch](https://techcrunch.com/). Além disso, tenho alguns livros aos quais acabo voltando de tempos em tempos para buscar referências: *Inspired*, *Lean Startup* e *Radical Candor*. ## Qual seu tipo de Product Manager? Definitivamente sou PM do tipo que coloca a mão na massa. **Para mim, existem duas coisas fundamentais: escutar e trabalhar em equipe.** Ninguém tem a resposta certa, mas tento sempre estar atenta às diferentes perspectivas para conseguir ponderar e tomar as decisões com as informações disponíveis. A escuta tem que ser ativa não somente para as necessidades do cliente, mas também para o dia a dia das pessoas que trabalham com você. Muitas vezes elas já têm a solução e só precisam de ajuda para articulá-la. Mas não é só na tomada de decisão que o PM atua. Tem que estar junto com o time pro que der e vier. Se colocar na linha de frente e fazer o que for preciso para remover os roadblocks, buscar as informações necessárias e garantir o impacto para o cliente e para o negócio. ## Qual foi sua maior falha? E o que você aprendeu com ela? O gerenciamento de expectativa dos stakeholders é muito importante, principalmente quando se trata de um produto novo. Uma das minhas grandes falhas foi não saber lidar com essa pressão e acabar descarregando no time. Tive a sorte de estar ao lado de uma engenheira que já tinha passado por outras situações assim e me ajudou a ver como a minha ansiedade estava sendo prejudicial. Quando percebi meu erro, a primeira coisa que fiz foi pedir desculpas para as pessoas. Elas me mostraram que eu estava tentando resolver tudo sozinha e, na tentativa de proteger, acabava afastando o time da realidade. Juntos, conseguimos pensar em algumas maneiras de manter todos at

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