Product Arena

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Seis casos de uso reais de IA no dia a dia de quem trabalha com produto

Seis usos reais de IA na rotina de produto: PRD por voz, Projects do ChatGPT, Deep Research, análise de tickets, correção de exercícios e vibe coding.

Por Arthur Castro

Falar de IA em produto ficou fácil. Difícil é mostrar o que de fato entrou na rotina — e o que continua dando errado. Foi essa a conversa que eu, Aíquis e Éfrem Filho, Principal PM na Pipefy e uma das maiores referências quando o assunto é IA e no-code, tivemos: uma espécie de cosplay tupiniquim do "[How I AI](https://www.youtube.com/@howiaipodcast)", com os usos reais que estamos fazendo de IA no dia a dia. Tem caso de uso para IC, para posições de liderança e até para quem dá aula. E tem bastante gambiarra legítima no meio. ## 1. Falar em vez de escrever: documentos em minutos Aíquis trouxe um uso recorrente: usar *speech-to-text* para criar a primeira versão de PRDs. Ele grava de 3 a 5 minutos de ideias desorganizadas e deixa o GPT estruturar. Depois, usa o mesmo conteúdo para gerar 1-pagers e outras versões — economizando horas de escrita. Ele tem usado o Voice Mode do próprio ChatGPT e, nos testes dele, os resultados estão melhores que os do Google (o que é no mínimo curioso, já que o Google usa isso há muito tempo). ## 2. Uso "transparente" de IA Já ouviu falar no uso transparente da IA? Numa era em que muita gente tem receio de assumir que está usando IA, Éfrem tem usado a opção de compartilhar os resultados que gera, reforçando que usou a ferramenta e facilitando para quem recebe entender o raciocínio e a estrutura por trás. ## 3. Projects em vez de CustomGPTs Eu tenho usado MUITO os [Projects](https://help.openai.com/en/articles/10169521-using-projects-in-chatgpt) do ChatGPT para ter meu estagiário me ajudando. Isso tem economizado boas horas toda semana em atividades simples: pautas de reunião, lembretes e ter alguém — mesmo que virtual — fazendo o advogado do diabo com as ideias que eu tenho. Dá para usar o Artifacts do Claude também. Inclusive, parei de usar o bloco de notas: agora faço minhas anotações direto num chat dentro de um Project, o que ajuda a manter o histórico e a estruturar os próximos passos. Os CustomGPTs eu tenho usado bem pouco, até porque é algo que a OpenAI não atualiza há tempos, assim como o Tasks. Na dúvida sobre quando usar um ou outro, meu uso está bem na linha de: - **CustomGPTs**: fluxos simples, lógicos e repetitivos que você pode compartilhar com outras pessoas do time para fazer uma "v1" dos feedbacks (por exemplo, revisar apresentações com base em critérios). - **Projects (ou Artifacts no Claude)**: raciocínios mais complexos, em que você precisa de contexto, memória de longo prazo e não precisa compartilhar. Fiz [essa pergunta no X/Twitter](https://x.com/arthurklose/status/1924544901544645061) e a Head of Product da Whoop respondeu na mesma linha: ![](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/654c0013-fff4-4e34-a67f-67ac1d6b2d01_614x394.png) > Super recomendo a newsletter dela: [the night crazies newsletter](https://open.substack.com/pub/hils). ## 4. Pesquisa de concorrência em 10 minutos Aíquis usou o Deep Research para mapear concorrentes de uma funcionalidade nova. Colocou de 8 a 10 players e pediu um benchmarking. Em minutos, tinha tudo com link e explicação. Comparou Gemini, ChatGPT e Perplexity: - O GPT trouxe textos mais "profissionais". - O Perplexity foi mais profundo em fóruns e Reddit. ## 5. Análise de tickets de suporte com CSV caótico Em mais um uso "de verdade", Aíquis jogou no ChatGPT um CSV mal formatado, com conversas inteiras dentro de uma célula. Pediu que encontrasse menções à nova funcionalidade — e funcionou. Mas, quando pediu para categorizar os tickets, a IA alucinou 90% das classificações. Um ótimo exemplo de por que ainda precisamos manter *human in the loop*. ## 6. Avaliação de exercícios com IA (sem terceirizar 100%) Éfrem começou a usar os Projects depois de umas conversas comigo e criou um Project como "monitor" da disciplina que leciona. A IA corrige códigos Python com critérios de aceitação claros, sugere nota e explica o feedback. E, reforçando o "human in the loop", o Éfrem revisou manualmente os primeiros 100 antes de começar a confiar. Mais que ferramenta: virou personalização do ensino com escala. ## E esse tal de vibe coding? Éfrem trouxe várias dicas de como tem usado, sem firulas nem fórmulas mágicas. Reforçou que, em vez de pedir *"me faça um Airbnb"*, você deve continuar fazendo seu trabalho: preparar bons PRDs, imagens de referência. Aí o resultado fica bom. > "Eu não sou desenvolvedor. Quero pedir como PM, do mesmo jeito que falaria com um dev." Mostrando o código para algumas pessoas devs, ele escutou boas aprovações: > "Ah, não é meu estilo de código, mas isso tá bom!" Outra dica simples e efetiva é aceitar os refactors que as ferramentas sugerem. > "Demora 30 segundos. Se eu for pedir pro time, são duas sprints." ## As frases que ficaram do papo "ChatGPT não é burro, é probabilístico." "Você pede algo para uma pessoa dev com 2 linhas? Não. Então por que vai fazer isso com a IA?" "Não aguento mais o Google querendo colocar IA em tudo! Não precisa resumir meu e-mail." "A IA é tipo uma criança de 5 anos

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