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Como definir OKRs em 5 dias e criar uma visão compartilhada no time

As dinâmicas dia a dia de uma semana de definição de OKRs: work agreements, 150 ideias em post-its, corte para 5 tópicos e 6 Key Results com o time comprado.

Por Arthur Castro

A definição dos *OKRs* (*Objective Key Results*) é um momento crucial que orienta tudo que será trabalhado nos próximos meses. Como diria Eduardo Deimann, **é a semana mais importante do trimestre**. Existem diversos contextos envolvidos, e estruturar um pensamento co-criando com os membros do time é o ponto de partida. Normalmente, separamos a última semana do quarter anterior para uma série de dinâmicas para construir os *OKRs*. Aqui vai um pouco da estruturação das dinâmicas de um squad de engajamento. ![ideias, discussões, definições e BORA FAZER ISSO ACONTECER! :)](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*pbu_oEmCGr_mVLsBqfsnEg.gif) ## Dia 1 — Por que estamos aqui? Quando um squad está se formando, ou existem pessoas novas nele, contextualizar é mais que importante. Costumo preparar uma apresentação com os seguintes tópicos: - Quem faz parte disso; - Por que estamos aqui? Qual o propósito? (onde contextualizo com muitos dados de mercado, benchmarks e nossos números); - O cenário atual, com evidências de que podemos alterá-lo (quando possível, adiciono testes que já foram realizados no passado); - Dados e números que provam nossa importância; - As principais categorias em que a squad está envolvida e pelas quais é responsável. ### Work agreements Você passa grande parte do ano no trabalho. E no contexto das squads, além de estar no trabalho, você tem pessoas com quem vai conviver diariamente e intensamente. Pensando nisso, levanto a discussão: > **Para o nosso dia ser saudável e produtivo, o que precisamos fazer?** Depois de cada um escrever individualmente as coisas que acha que fazem sentido, colamos todas no board para chegar ao senso comum e a alguns acordos. Separamos em alguns tópicos. **Comportamento e bem-estar** - Comunicação clara: se algo está ruim, precisamos ser transparentes para buscar melhorar; - Buscar fazer reuniões efetivas — e se alguma não estiver, alertar que elas não estão; - Alinhamento constante; - Respeitar as cerimônias (daily, refining, planning…) e os horários. **Priorização** - Uma tarefa de cada vez; - Demandas externas devem ser negociadas com Produto; - Combinado não sai caro. **Métricas** - Mensurar tudo; - Respirar dados e se questionar: "isso que vamos fazer tem o objetivo de alterar o quê?" ou "como vamos medir isso?"; - Revisão semanal dos números, que sempre trazem insights. A vantagem de ter um tempo dedicado para isso é que as perguntas e insights passam a ser mais frequentes e geramos mais hipóteses. **Processos** - User Stories objetivas e claras, seguindo a linha INVEST (**I**ndependent, **N**egotiable, **V**aluable, **E**stimable, **S**mall, **T**estable); - Alinhamento constante cross-squads; - Validação de UX, respeitando os testes, estudos e pesquisas; - Horário das cerimônias e horários em que todo mundo estará disponível (home office ou presencial). ## Dia 2 — Viajar ![Bruno Capella (UX Designer) apresentando suas ideias](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*Nr0S4f-OQdAuknQm2_P7cw.jpeg) Hora de viajar. Baseado nos tópicos mais importantes que existem sobre o tema, nos números levantados e nos benchmarks: quais são as coisas que poderíamos fazer? Sem qualquer negativa do tipo "ah, isso não dá!". Novamente, cada um escreve o seu individualmente, para não acontecer o "efeito manada". Depois, cada um explica suas hipóteses e começamos a ver que as **ideias acabam convergindo em tópicos comuns**. Durante as explicações, vamos juntando as ideias a cada um desses tópicos. Nessa dinâmica, os 9 membros do time tiveram cerca de **150 ideias** em post-its, que foram divididas em cerca de **25 tópicos**. ## Dia 3 — De volta à realidade Depois de centenas de ideias e diversos tópicos, é hora de ir mais fundo. O que é possível e factível? Agora sim começamos a balancear um pouco o contexto envolvido. Para ajudar nas decisões, trazemos stakeholders para contextualizar determinados tópicos — no nosso caso, principalmente os especialistas de seguros. Em cada um dos tópicos, abordamos alguns temas: - **Faz sentido?** Contextualização de especialistas e stakeholders; - **Despriorização:** isso vai de fato impactar em algo? Conseguimos de fato atacar isso? - Discussão sobre os tópicos avaliando métricas envolvidas, efetividade e complexidade. Depois disso, chegamos a **5 tópicos** e, com todos os contextos muito mais claros, já iniciamos o rascunho de alguns objetivos. Além disso, todas as ideias do dia 2 — incluindo as que foram despriorizadas — vão para um repositório (sugestão da Thais Campos). A grande mágica de construir algo compartilhado é essa: **saber do potencial das ideias, mas que, pelo contexto e por um senso comum, elas não serão priorizadas nesse momento.** Podem fazer sentido nos próximos quarters. ## Dia 4 — OKRs ![](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*KQKlUCdcHx9t6jFN0Og6-g.gif) O 4º dia reúne um pouco de cada um dos dias anteriores. E é interessante como todos os membros do time passam a usar os conteúdos, apresentações, pesquisas e anotações

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