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Emojis, apps e conteúdo: velocidade e simplicidade no mundo mobile

Por que velocidade e simplicidade viraram vantagem competitiva em mobile — de emojis a formatos de conteúdo que nasceram da pressa.

Por Arthur Castro

![](https://cdn-images-1.medium.com/max/2560/1*q_AtlOzAGzYbIakElx6sZA.jpeg) É só olhar para o lado que você percebe como o mobile modificou tudo: a forma como você se comunica, os meios para conhecer novas pessoas, a maneira como pede um táxi e reserva um hotel, até a primeira pergunta que faz no bar — "qual a senha do wi-fi?" antes de "me passa o cardápio?". Para o mercado, mobile passou a realmente ter relevância neste ano, apesar de eu falar disso há bons anos. E o que já devia ser um caminho óbvio precisou de um empurrãozinho do Google para o mercado se tocar. Em 21 de abril, com o "Mobilegeddon", o Google passou a dar maior relevância às empresas que têm uma versão mobile do site, além de aprimorar o Google Now e também o processo de descobrir apps e acessá-los nas buscas com o App Indexing (hoje, se você busca por algum serviço, esse serviço tem um app e você tem o app instalado, ao clicar já vai direto para o conteúdo dentro do app). E nem preciso dizer das buscas do Google no mobile, que já ultrapassaram o desktop, nem que quase 50% dos vídeos do YouTube são vistos via mobile. ## Apps Em meio a tudo isso, cada dia mais os serviços e produtos que as empresas oferecem estão migrando para as app stores. É um efeito dominó: mais smartphones, mais pessoas conectadas, mais pessoas consumindo conteúdo, novas necessidades, novos apps, apps conhecidos com novas funcionalidades. E o resultado? 138 bilhões de apps baixados só em 2014. ## Emojis e conteúdo O consumidor mobile é impaciente. Em uma pesquisa recente, 68% dos entrevistados disseram que aceitavam esperar até 6 segundos para um app carregar. No Brasil, essa média é menor: três segundos. Ou seja, paciência (quase) zero. Além disso, os usuários querem facilidade: quanto menos toques ele precisar dar na tela e quanto mais rápido concluir seu objetivo, mais engajamento você terá com ele. Pensando nessa velocidade, a Domino's adicionou ao seu serviço de delivery a possibilidade de fazer o pedido via emojis e hashtags no Twitter. E mais uma vez voltamos à revolução mobile: existem bilhões de smartphones no mundo, bilhões de teclados com emojis disponíveis — que, mais do que o inglês, passaram a ser a "língua universal". ![](https://cdn-images-1.medium.com/max/400/0*mD3hR-GtVKl6j3g2.jpg) O consumo de conteúdo via telinhas é estrondoso. É só olhar para o lado no caminho para o trabalho que você imagina quanto conteúdo as pessoas estão consumindo, seja via Facebook, Twitter ou apps de notícias (Pocket, Flipboard e Exame são alguns dos mais acessados). O The New York Times bloqueou o site para seus funcionários no escritório: para acessar o conteúdo, eles precisam usar a versão mobile ou o app. Tudo isso em busca de feedbacks e insights para melhorar a experiência, já que mais de 50% dos acessos já vêm do mobile. ## E então… Mobile já deixou de ser tecnologia. Mobile é cada conteúdo, cada ação, cada app, cada feature que facilita nossa vida. A nova geração não percebe a internet, porque ela é algo enraizado na nossa vida. Caminhamos para o mesmo com o mobile e os smartphones, que cada vez mais são o hub da nossa vida e que, assim como a internet, nos conectam com mais pessoas e coisas a cada dia.

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