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A força-tarefa mobile do Facebook: os apps que sustentam o mundo aberto e conectado

O portfólio de apps que o Facebook montou em 2015 — e a lógica por trás de quebrar um produto grande em vários produtos focados.

Por Arthur Castro

Que o Facebook já é uma empresa mobile, todos sabemos. Mas, em 2015, mais do que nunca, a rede do Tio Zuck vem anunciando iniciativas e produtos que fortalecem ainda mais isso. ![](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*DNqvfkWMlrtPNyyRp8RnjQ.jpeg) O "mundo aberto e conectado" tem recebido vários apps e projetos que fazem parte do guarda-chuva Facebook — o que mostra a cada dia que ele não é só mais uma rede social há um bom tempo. Num rápido flashback, alguns apps e funcionalidades lançados desde o ano passado: **Slingshot** (lançado pouco depois da recusa dos 3 bilhões pelo Snapchat, e com a mesma ideia); **Rooms** (um app tentando ressuscitar as salas do bate-papo UOL); um app exclusivo para grupos, o **Facebook Groups**; o **Hello** (que integra a agenda do usuário e permite bloquear chamadas, mandar mensagens e mais algumas coisinhas); o **Riff**, para criar vídeos virais com os amigos; e o **Moments**, para facilitar a troca de fotos. Sem falar na "independência" do Messenger, nas diversas funcionalidades adicionadas a ele e no mais recente, **Instant Articles**, que facilita ainda mais a forma como visualizamos as notícias que aparecem na timeline — sem precisar abrir navegadores e, consequentemente, sem sair do Facebook. Além disso, tivemos a liberação da chamada de voz para todos os usuários no WhatsApp, que derrubou o tempo médio das chamadas em cerca de 20 minutos, segundo a Telecom, e os novos formatos de anúncios no Instagram. Se isso não é prova suficiente da força-tarefa do Facebook no mundo mobile, ainda teve o lançamento do **Facebook Lite**, uma versão bem simples e leve do app para celulares não tão bons e conexões piores ainda — justamente para que qualquer usuário consiga acessar a rede que, direta ou indiretamente, o leva a conhecer as demais aplicações e serviços. (E, claro, mais dados de usuários e mais telinhas para mostrar anúncios.) Só para marcar mais alguns dados: em uma pesquisa realizada em maio pela Mobile Time e pela OpinionBox aqui no Brasil, dos 25 apps mais comuns na home screen dos usuários, os quatro primeiros da lista são apps do Facebook: 1. WhatsApp 2. Facebook 3. Instagram 4. Messenger Quantas possibilidades e quantos milhões de pessoas não são impactadas diariamente por conta disso? E quantas centenas de milhares mais não podem ser, com todas essas iniciativas para mercados emergentes e para as gerações Y, Z, T? Da internet.org aos drones recarregados por energia solar com wi-fi, passando pelos "cool apps" que seguem o hype do momento — seja ele foto ou vídeo —, o "mundo aberto e conectado" do Facebook deixa claro que vai marcar presença de alguma maneira nas pequenas telas (ou nem tão pequenas assim) que movimentam o mundo, a economia e nossos dedos. E, claro, os negócios do Tio Zuck.

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