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Por que retenção é a métrica mais importante: anotações do Growth Clinic
Anotações do Growth Clinic: Retain or Die, da Amplitude — por que retenção manda no crescimento e como enxergá-la nos dados.
Por Arthur Castro
 Em março de 2016, durante uma temporada em San Francisco, rolou o **Growth Clinic: Retain or Die**, um evento da [Amplitude](https://amplitude.com/), ferramenta de análise de dados, com diversos cases e informações interessantes sobre growth hacking e retenção. Participaram os times de Instacart, Square, Rise e Invoice2go. O evento ficou nos trending topics de San Francisco. > "Your job as a growth hacker is to show value as soon as possible to the user" ## Retenção é um jogo de longo prazo Os primeiros insights vieram da equipe de growth do Invoice2go. **Você sabia que apenas 23% dos usuários voltam ao seu app no dia seguinte ao primeiro uso?** Pois é, retenção não é um jogo fácil. Como a head de growth do Invoice2go disse: "*Retention is a long term game*". A métrica mais importante para entender o valor do seu produto é a retenção. E não entenda como retenção o usuário que acessa todo dia seu app ou site. Para delivery, por exemplo, retenção pode ser uma vez por semana, ou pedidos no fim de semana. Ou seja: não deixe DAU (daily active users) e MAU (monthly active users) enganarem você. Entendendo retenção em três passos: 1. Entenda e defina o que é retenção para a sua empresa. 2. Deixe todos na empresa saberem disso — pessoas de outra área podem ter insights que sua equipe, viciada no problema, não tem. 3. Fique atento e acompanhe o comportamento dos seus usuários mais ativos. ## Cada tipo de usuário com sua própria equipe de retenção As boas dicas seguiram com *Anne Yeung*, responsável por dados e análises da Square. Identificar seus usuários. Entender os diferentes perfis e o valor para cada um. Sobre **estrutura**: na Square, cada tipo de usuário tem sua própria equipe de retenção, que entende o valor que aquele tipo de usuário enxerga no produto. A cultura **OKR** (objective and key results) é usada por eles e é uma ótima maneira de acompanhar, priorizar e visualizar o andamento das coisas. ## Onboarding, experimentos e os gaps Por último, um caminhão de insights, analogias e cases veio no último painel, com *Brian Balfour*, da Hubspot, *Julia Lipton*, da Rise, *Fareed Mosavat*, do Instacart, e *Spencer*, co-founder da Amplitude. Prepare **bem a primeira experiência do seu produto**, o famoso onboarding. Ganhar uma segunda chance é muito raro. Forme a opinião do seu cliente com um onboarding interessante. E não se esqueça: não adianta ter apenas número. Tem que ter número e **saber o que fazer com ele**. A rotina de experimentos e testes é uma espécie de batalha naval. Melhor ir atacando aos poucos do que dar apenas uma marretada. Esse ciclo deve ser eterno: **teste, aprenda, ajuste e faça isso mais e mais vezes**. Na Rise, uma espécie de nutricionista virtual, identificaram que quanto maior era o free trial, menor era o número de ativações. **Crie oportunidades nos gaps.** Como? Entre uma ação e outra (as microconversões), como você pode criar valor para seus usuários? Mapeie e crie ações para isso. Mais uma vez, o **ponto principal não é errar rápido, e sim aprender rápido**. "Quanto mais você gasta, mais você conquista" não é verdade, e um bom exemplo foi o excesso de pushes que alguns apps mandam. Entenda seus usuários. O segredo está muito mais em mandar na hora certa e conquistar os usuários certos — e isso serve tanto para engajamento quanto para conquista de usuários. E, para terminar: "*As companhias são bem-sucedidas pela habilidade de reter seus clientes, não simplesmente por conta de growth hacking*".