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O que esperar de 2016 em apps, UX e startups (e por que mobile não é o futuro)

Um convite a planejar o ano: as apostas em apps, UX e startups para 2016 — e por que tratar mobile como futuro já era um erro.

Por Arthur Castro

![](https://cdn-images-1.medium.com/max/1200/1*wAD8f7-HfHL4WWOIUBd7ww.jpeg) Você já deve ter visto várias listas de coisas para 2016. Esta tem uma pegada um pouco diferente: além de algumas expectativas, é um convite para pensar no seu planejamento do ano. 2015 foi um ano e tanto para inovação e tecnologia. Apps como o Uber passaram a valer bilhões e bilhões e desencadearam uma senhora revolução no transporte e nas legislações de diversos cantos do mundo, inclusive no Brasil. Claro que, com as ideias mirabolantes dos nossos governantes, criar uma nova categoria com praticamente o mesmo esquema dos táxis — só que gourmetizados — é muito mais fácil do que liberar o Uber. O "cartão roxinho" da Nubank está cada dia mais desejado, acaba de receber mais uma rodada de US$ 52 milhões com Peter Thiel entre os investidores e pode ser o precursor da disrupção dos bancos aqui no Brasil. Dos apps mais usados, Facebook, Messenger e Instagram dominam. Twitter, Snapchat e Spotify completam a lista. E o que esperar de 2016? ## "Mobile é o futuro" — cala a boca ![por favor, faça isso.](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*E5i_iaDdX0Wkc8lctGMc0Q.gif) Já cansei de escutar que em "dois mil e ano seguinte" as empresas vão "pensar mobile". Ainda tem gente que diz que mobile é o futuro, mas, na boa? > Mobile é presente (e quase passado). Estamos entrando na era da maturação dos apps, dos wearables, dos carros inteligentes e da internet das coisas. Em pouco tempo, você vai ter no seu iPhone um "Facebook" para cada nicho: um para música, um para compras, um para vídeos, outro para fotos, e também mensagens. Resta saber quem será o Facebook de cada um desses nichos. Assim como o Snapchat, que hoje é indispensável na vida de muita gente e nasceu há pouco tempo, pode ser que o Facebook de algum nicho ainda vá nascer. Algumas marcas já se preparam para essa mudança, como a Flipkart (uma espécie de Amazon da Índia), que montou uma senhora estratégia para desligar o mobile site e converter seus usuários para os apps. E a sua empresa? Tem uma equipe focada em mobile? Trata isso como parte indispensável da estratégia para o próximo ano? Responda essas perguntas e tire suas conclusões. ## Startups, empresas, negócios e parcerias Em 2015 um novo cenário passou a ficar mais em evidência: grandes empresas fazendo parcerias com startups. Por quê? Startups têm uma velocidade maior para errar, pivotar e se adaptar, tanto em termos de estrutura quanto de core business. Não que grandes empresas não consigam — basta lembrar da Apple, que não estava no mercado de telefonia dez anos atrás e hoje tem mais de 70% da sua receita vindo de iPhones —, mas é um pouco mais complexo. Ou seja: empresas grandes fazendo parceria com startups para resolver problemas para os quais elas teriam muito mais trabalho para montar equipe e estruturar. Os pontos de atenção são as aquisições e o risco de fazer com que as startups percam o seu "espírito". Apesar de ser evidente que o mundo das startups não é um conto de fadas, sabemos que a agilidade é realmente maior. Uma boa iniciativa para ficar de olho no Brasil é o [C.U.B.O](https://cubo.network/), parceria do Itaú com a Redpoint Ventures. ## Experiência do usuário e interfaces: a era do design? > Produto e design devem — e precisam — estar cada vez mais próximos. Isso por si só mereceria um artigo completo. Como disse acima, passamos do boom em que os apps deixaram de ser novidade para um período com um pouco mais de maturidade. Ter um app com o mesmo design para iPhone e Android já é totalmente perceptível para usuários mais calejados de experiências ruins e com a paciência cada vez menor. E para cada coisa que você deseja fazer, pode ter certeza de que existem no mínimo uns **50 apps** para ajudar. A diferença está na **experiência**: em como o usuário se sente usando o seu app. Produto e design devem — e precisam — estar cada vez mais próximos. Assim como você já deve ter escutado falar mais de **UX** (user experience), **UI** (user interface) e outras coisas relacionadas a design em 2015, pode ter certeza de que vai ouvir ainda mais no próximo ano. ## A uberização continua? Você consegue contar quantas vezes escutou que uma startup nova era o "Uber de ____________" (coloque no espaço o negócio que quiser)? Será que em 2016 isso continua ou vai surgir uma nova empresa para virar o novo verbo que descreve um serviço? Falando em verbos e palavras, nos últimos anos tivemos como palavra do ano "**selfie**" e "**emoji**". Em 2016, qual é a sua aposta?

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