Product Arena

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Dados, Lean UX e estratégia: anotações do primeiro mês estudando produto em San Francisco

Um mês entre Product School, Stanford e eventos do VentureBeat: dado sem ação não vale nada e produto que não retém não existe.

Por Arthur Castro

Um mês em San Francisco estudando produto rende mais anotação do que se consegue processar. Neste primeiro mês, entre eventos do VentureBeat, workshops da Product School e as aulas em Stanford, o fio que amarrou tudo foi o mesmo: dado sem ação não vale nada, e produto que não retém não existe. ![Vó, to estudando aqui!](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/a3d53591-654b-4ddf-916c-f9f22cd4ac2f_1200x560.jpeg) Além da Product School, achei um curso sobre mobile em Stanford — ***The Mobile Formula: The Three Rules Behind the Most Successful Mobile Product*** — e consegui uma vaga. São 10 semanas de curso, com aulas ministradas por VPs ou ex-diretores do *Facebook*, *Yelp*, *myFitnessPal*, *Pandora*, *SAP* e outras empresas. ## VentureBeat Roadshow — Mobile Data Strategy > *Independente do tipo de serviço, são os dados que vão fornecer os insights necessários para você criar a melhor experiência para todos os tipos de usuários.* O VentureBeat é um dos principais sites sobre tecnologia, startups e inovação. Mensalmente eles fazem um evento para debater algum assunto com nomes feras. O do mês de março de 2016 foi sobre como usar dados estrategicamente num mundo que converge cada dia mais para mobile. O *Everywhere Commerce* ou Contextual Commerce ganham mais força a cada atualização dos aplicativos. Sem falar da nova onda: bots. ![A "Plataformização" dos apps de Messaging](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*H3MkqEPI2fwZLvU_6F7F6g.png) Dados, automatização, contextualização, segmentação… Como se diferenciar? Os palestrantes foram **Talia Retelmy**, Product Manager do Bleacher Report; **Graciela Kincaid**, Product Manager do Hotel Tonight; **Robin Joy**, SVP do DocuSign; e **Matt Gehring**, VP do Touch of Modern. E, como já escutei e listei nos outros artigos, o mantra *"all is about retention"* continua. Manter os usuários engajados é um desafio enorme, e os dados servem justamente para isso. **Como e quais dados priorizar?** Você pode ter um dashboard com 29217329173 métricas, mas não tem tempo suficiente para olhar todas. **Então: quais os dois principais dados de cada etapa do funil em que você vai concentrar seus esforços e transformar em ação?** ![O painel sobre estratégia de dados no VentureBeat Roadshow](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*4al6GFmK4S7TNxokJBiZgg.jpeg) O debate entre as product managers do Hotel Tonight e do Bleacher Report foi legal para entender dois produtos bem distintos e como a data é utilizada em cada um. O **Bleacher Report** é um portal de notícias de esportes; o **Hotel Tonight** é para reserva de última hora em hotéis. A conversão no Hotel Tonight se dá quando um user faz a reserva no hotel. *Por ser um **micro-moment app**, quando se fala em novos usuários o objetivo é que ele complete e confirme a reserva no primeiro acesso.* Já no Bleacher Report, o objetivo é entender quais times o user torce e/ou gosta de acompanhar e qual o formato (vídeo, texto etc.) para **deixá-lo cada vez mais engajado**, oferecendo o conteúdo que ele gosta, no formato que ele gosta. Independente do tipo de serviço, são os dados que vão fornecer os insights necessários para você criar a melhor experiência para todos os tipos de usuários. ## Intro to Lean UX with User Testing > *"Fix a problem after launch is up to 100x more expensive than fixing it during design and development"* Mais um evento da Product School, dessa vez sobre user experience. Alexandra Michaelides, UX Researcher do User Testing, listou alguns pontos interessantes. Por exemplo: **cada US$ 1 investido em UX retorna mais de US$ 100** (fonte: IBM), e o **retrabalho de consertar algo depois do lançamento é 100x mais caro** do que se esses ajustes forem feitos durante o processo de desenvolvimento. - **You are NOT your user.** Teste antes, teste depois. Esteja aberto aos feedbacks. *"If you can imagine, probably you can test."* - **Não faça testes ou pesquisas por fazer.** O que exatamente você espera aprender? Qual o principal objetivo dessa pesquisa? Se você não tiver as respostas, não comece seu estudo ainda. ![Boas práticas de testes de usabilidade apresentadas no workshop](https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*Mdf21MF5qrgT-ikIDi9ULg.jpeg) *Curiosidade: 5 participantes do target do teste são capazes de identificar **85% dos problemas de usabilidade**.* - Perguntas confusas vão gerar respostas confusas. **Consistência é a chave.** - Sem jargões. Nem todos os usuários sabem o que é CTA. - Não faça perguntas induzindo a resposta. Você consegue criar perguntas que realmente tragam informações interessantes. *"O quão melhor é essa versão do que a anterior?"* talvez não seja a melhor. - **Evite a fadiga.** Se sua pesquisa demora mais de 10 minutos para responder, arrume maneiras de separar por etapas e colher informações mesmo se o usuário não chegar até o final. - **Não julgue.** Se aquilo que parece óbvio para você não é para os outros, **é provável que seu produto precise de alguns ajustes**. - Se os re

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