Product Arena

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Como melhorar a relação de Produto com Operações, Marketing e CX

Produto, Operações, Marketing e CX: o que faz a relação dar ruim, o debate sobre métricas compartilhadas e os artefatos que geram alinhamento entre as áreas.

Por Arthur Castro

"As outras áreas não esperam nada de produto." Essa é uma frase que tenho ouvido de gente executiva com uma frequência preocupante — e ela diz muito sobre a relação entre Produto e as áreas que tocam a operação do negócio no dia a dia. ![Papo na Arena: a relação de Produto com Operações, Marketing e CX](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/30491fa6-a11d-454d-a8e9-619ea4b4a555_1261x1076.png) Em outubro de 2023, rolou mais um **Papo na Arena**, na casa da [Product Arena](https://instagram.com/productarena), no escritório da **Jüssi**, para trocar experiências e aprendizados sobre exatamente isso: como é a relação de Produto com Operações, Marketing, CX e outras áreas. Quem participou do papo: - Eu, [Arthur Castro](https://www.linkedin.com/in/arthurdecastroaraujo/), founder da [Product Arena](https://productarena.io) - [Andre Novelino](https://www.linkedin.com/in/andrenovelino/), Head of Growth na [Pravaler](https://www.pravaler.com.br/) - [Gabi Fraga](https://www.linkedin.com/in/gabriella-fraga/), Head of Product no [iFood](https://www.ifood.com.br/) - [Vitória Lisboa](https://www.linkedin.com/in/vitoria-lisboa-8313b5b9/), Director of Operations & CX ## A relação de Produto com outras áreas em um tweet **André:** > Entre tapas e beijos e quick-wins estruturantes. **Vitória:** > Please help me kkkrying. **Gabi:** > Relação de amor e ódio, né? É aquela coisa da gente brigar e sair para tomar cerveja. **Arthur:** > Uma corrida de revezamento onde ninguém tem certeza de quem tá segurando o bastão, mas todo mundo tá correndo em busca do ouro. ## Por que a relação é conturbada? Quais os principais ingredientes para "dar ruim"? **Vitória:** > Produto precisa entender de negócios, assim como operações precisa entender minimamente tecnologia e seus fluxos. Mas o principal problema é quando não estão na mesma direção, conversando de forma madura e transparente para ver quem vai abrir mão do que e quando para determinada situação. Uma analogia boa é: > > Produto e Operações estão correndo junto, porque tinha um tanto de tigre correndo atrás, de repente aparece um rio. Tem que atravessar o rio para se salvar. A operação já está assim: "Vamos nadar! Vamos nadar" e sai jogando as pessoas no rio. > > Aí produto fala: "Não, calma, vamos produtizar aqui". Aí aparece o design: "Calma, vamos ver qual a melhor maneira e experiência pra gente construir a ponte". > > Nisso, o tigre está chegando, e aí a operação pega uns troncos, joga no rio e atravessa. Enquanto estão lá do outro lado do rio dando tchau pra Produto e Design, que ficaram construindo a ponte, e o tigre chegou e comeu geral. > > Beleza, é mais útil você construir uma ponte, mas, entendendo o momento, é uma ponte mesmo? Agora, se os dois entrarem em um acordo que para aquela situação de emergência é melhor juntar o conhecimento de todo mundo e vão fazer uma jangada que não vai quebrar no meio do caminho, e a gente reaproveita essa jangada depois, que seja pra construir a ponte, funciona muito melhor e vai ser muito mais produtivo pra todo mundo. **Gabi:** > Um dos principais skills da pessoa de produto é entender do negócio. Se ela não tem uma visão 360º, não está em constante contato com outras áreas, vai criar o nós vs. eles, que é o tempero pra relação dar errado. **André:** > Acho que tem um pouco do momento do mercado. Rola com marketing também: as pessoas acham que desenharam uma persona, elas entendem de cliente e tal. Então acho que o mercado em geral e o próprio home office, a pandemia, distanciou as pessoas de entender operação em geral. Acho que isso é um problema. Só que dói muito, né? Marketing, aquisição, comercial é muito imediatista. Então o cara vai pra ponta, ele consegue fazer lá o que ele quer virar, só que o produto muitas vezes não acompanha, aí vem a falha de não entender o que está rolando na operação e, consequentemente, não fazer o balanço do agora vs. depois. **Arthur:** > Nos últimos meses, em contato com muitas pessoas executivas e C-levels nas consultorias que tenho dado, uma frase muito comum é: "as outras áreas não esperam nada de produto". E acredito que é uma reflexão bem necessária pra galera de produto, porque a gente está "perdendo o lugar" nas mesas de discussão. E acho que a resposta passa por muitos lugares, mas um deles, sem sombra de dúvidas, é entender mais das operações, como de fato a empresa funciona, e menos só sobre frameworks. [Ouvir o episódio no Spotify](https://open.spotify.com/episode/2hBcCgBlIp87AMy4FcQLQ0) ## Métricas e objetivos devem ou não ser compartilhados? **Gabi:** > Acredito que o melhor cenário é ter um e outro. Existem coisas que vai fazer sentido todo mundo olhar, mas outras que não. Por exemplo, não faz sentido a área de growth medindo como está a infra. São métricas muito específicas de cada área, que precisam de acompanhamento e é responsabilidade de cada área. Agora, se o objetivo lá de trazer mais leads é compartilhado, o número final vai ser esse, e aí growth vai olhar a par

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