Product Arena
Três anos de Papo na Arena: o que aprendemos construindo um podcast semanal
Do zero ao TOP 30 dos podcasts de tech do Brasil: números, episódios favoritos, os desafios da cadência semanal e onde a IA entra (e onde não).
Por Arthur Castro
Três anos de Papo na Arena. Do zero ao TOP 30 dos podcasts de tech mais escutados do Brasil. Eu e o Aíquis paramos as notícias para fazer uma retrospectiva: os nossos números, episódios favoritos, os desafios de manter a cadência semanal, como a gente usa AI no processo (e onde a gente se recusa a usar) e o que vem pela frente. [](https://youtu.be/ZkOlJRCMabE) ## 131 episódios, 10 mil ouvintes e a diferença entre Spotify e YouTube Mais de 90 horas de conteúdo. Quase 50 mil plays somando YouTube e Spotify. Mais de 10 mil pessoas únicas já ouviram alguma besteira (e alguma coisa séria) nossa. Só nos últimos 90 dias: mais de **115 mil impressões** e mais de 10 mil horas consumidas. Mais de 1.350 envios de produtos da semana. Curiosidade: **80% dos ouvintes** no YouTube **não estão inscritos** no canal. ### E quais foram os episódios com mais plays? No Spotify: 1. Claude Code — acabou pro GPT? (#102) 2. O que esperar do mercado de produtos em 2026 (primeiro ao vivo) 3. Você tem Product Sense? (#103) No YouTube: 1. Como o Itaú e o iFood estão colocando IA no processo seletivo de PMs e designers 2. Como a IA tá mudando a estrutura das organizações 3. O que esperar do mercado de produtos 2026 Aparentemente, o perfil dos episódios que bombam no YouTube é diferente do Spotify. Spotify puxa debate e hype de ferramenta. YouTube puxa palco, ao vivo, formato diferente. Os três do Spotify são de 2026. O podcast deu um salto em 2026, e a audiência está vindo junto. ## Episódios favoritos (não são os mesmos que bombam) O episódio ao vivo no palco do Web Summit de 2026 tem um lugar especial para mim. Ser o único podcast de tech no palco de um dos maiores eventos do mundo mostra que a gente está no caminho certo. E também porque o Aíquis não estava (#brinks). Mas a conquista é real: a gente já tinha sido convidado antes, e neste ano entramos no palco. Depois: - os episódios com o Éfrem (como estamos usando AI no dia a dia) - Product Sense - aprendizados com o Joca - os convidados em geral e os ao vivo E se tem uma coisa que a gente se orgulha muito nesses 3 anos é: > Nunca trouxe convidado só porque ele ia trazer plays pro podcast. Sempre trouxemos gente que a gente curte, com quem já trabalhou ou conversa de verdade. Profissionais fodas que muita gente ainda não conhece porque não ficam criando conteúdo o dia inteiro. Do lado do Aíquis: - o primeiro ao vivo (tangibilizar a comunidade: pessoas saíram de casa para estar lá) - AI no dia a dia com o Éfrem - Pensamento Crítico e Analítico (episódio fundacional do core do podcast) - o #76, sobre os novos modelos de imagem da OpenAI, o mais divertido de editar, com montagens estilo Muppets e Dragon Ball O Éfrem é o rei do gravado. O Hamu é o rei do ao vivo. E o Dudu já está convidado para o revamp de Pensamento Crítico. ## O desafio de caber em 40 minutos sem ficar raso No início, os episódios duravam quase uma hora. Hoje ficam em torno de 40. A média do que a maioria escuta é 35. Só que a gente não quer virar um resumo de link com um parágrafo em cima. > Temos uma linha tênue de enxugar para não ficar muito grande, nem pequeno e raso demais. Isso acontece na pauta, na gravação e na edição. Tem semana com seis coisas boas para falar. Tem semana em que a caixa de newsletter está vazia de debate e a gente fica garimpando. Achar conteúdo toda semana para 40, 50 minutos é um dos maiores desafios de manter cadência. ## AI em quase tudo. Menos no filtro do que a gente consome Preparar pauta começa artesanalmente. Eu e o Aíquis lemos e ouvimos o que vamos discutir. Terceirizar o que a gente consome **não** está em discussão. Espero que continue assim por bons tempos. Onde a AI entra: - Aíquis usa NotebookLM para mind map e para lembrar detalhes na hora de escrever a pauta - Gravação no Riverside, com AI sugerindo cortes de silêncio e trechos fracos. Eu ainda escuto ponta a ponta - Cortes: skill própria (os do Riverside nunca me convenceram de verdade) - Capa e vinheta com AI - Resumo estruturado para Substack e LinkedIn - Takeaways anotados na edição, depois estruturados com AI - Descrições de YouTube e Spotify: Custom GPTs do Aíquis Divisão de trabalho: Aíquis prepara a pauta e faz as descrições. Eu edito e publico. LinkedIn dos dois continua humano. **AI ajuda a produzir. O gosto editorial continua nosso.** ## Próximos três anos: YouTube, séries e receita sem vender a alma Eu quero mais cadência de giro de notícias, séries behind the scenes de estruturas e processos de empresas que a gente admira, crescer no YouTube como crescemos no Spotify, e mais patrocinadores. A gente tem uma audiência qualificadíssima, com muita gente em camadas de liderança. Para o Aíquis, a regra número um é não escolher pauta por clique: > "O dia que a gente sentar e falar 'vamos conversar sobre isso só porque vai dar clique', aí o podcast vai morrer." A gente fala de AI toda semana porque a gente está no hype do negócio