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Uribe Teófilo: "gerenciamento é saber que você é o principal interessado"

Entrevista com Uribe Teófilo, Head de Produtos e Design da Youse: rotina por quarter, a falha de construir in house em vez de contratar e por que ser a área de negócio.

Por Arthur Castro

![](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/1b2394a7-e994-4f5d-8cb2-d3cae9e69944_800x450.png) **Product Hero** é a série em que entrevistamos verdadeiros heróis e heroínas que ajudam a criar produtos no Brasil e no mundo. ![](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/cbf2e822-9a4e-47eb-8776-ae38690d467c_1920x1080.png) ## Quem é Uribe Teófilo ![](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/8240e1c1-3f04-4b64-93ce-a11a9a2fd3a8_400x400.jpeg) Uribe é paulistano de Interlagos, formado em análise de sistemas pela Anhembi Morumbi e com pós-graduação em administração de empresas na FGV. À época da entrevista, fazia MBA em Seguros. Apesar de ter ido de terno e gravata para a entrevista de estágio, entrou na operação do BuscaPé, na área de dicionário. Em poucos meses já integrava a área de produtos, atuando na concepção do BondFaro, Wiki2Buy, BuscaPé Viagens e Pista Certa. Para ele, o BuscaPé foi a escola mais importante de sua trajetória, e quis deixar **um agradecimento especial a todas e todos que conheceu nessa jornada.** Depois de um intercâmbio para a Irlanda, começou a "saga" no UOL. Estamos falando de meados de 2009, quando teve a chance de trabalhar no Emprego Certo, Metade Ideal e Rádio UOL. Depois passou por Walmart.com, moObie e Ambev, no Zé Delivery, que na época tinha menos de 20 funcionários. Seu maior desafio ali foi desenhar a experiência do ponto de venda e os processos que garantiriam a cobertura do Zé nas áreas estratégicas. Ficou no Zé por dois anos, até chegar à Youse Seguros, onde é **Head de Produtos e Design.** ![](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4aab619c-b3e7-4def-9429-94fa48fbc112_800x450.png) ## Como você virou Product Manager? Foi em 2012 no UOL Host, concebendo o UOL Cloud. Na época havia uma necessidade de mais profundidade e imediatismo no ROI de temas emergentes como "computação em nuvem", "IAAS", "Cloud por hora", que somente o tratamento do produto como uma unidade de negócio poderia atingir. O desafio ali era aplicar uma postura que colocava a área de produtos como negócio. Ser propositivo na estratégia de evolução do produto. Antes disso, a decisão sobre o roadmap dos produtos era top down e a nossa função era garantir que o backlog fosse executado. ## Como você explica seu trabalho para pessoas normais (como avós, amigos…) Tento trazer para o contexto da pessoa, como por exemplo o WhatsApp, que é parte da realidade de praticamente todo mundo. Explico que, para chegar até o app que elas estão usando, há todo um processo de entendimento de problemas e oportunidades, análise de impacto financeiro, testes para chegar aos botões, às mensagens, aos comportamentos de arrastar — e muita dedicação de pessoas de diferentes áreas do conhecimento. Conceber um produto digital, como o WhatsApp, passa por todos esses pontos e muito mais, e envolve muita gente. Nosso trabalho é exatamente transformar os problemas e oportunidades em meios de entrega de valor que vão atingir as pessoas. ## Gerenciamento de produto em um tweet > Gerenciamento é saber que você é o principal interessado e todos esperam uma resposta sua. ## Na sua opinião, qual é a principal habilidade de uma pessoa de produto? **Comunicação**. Nosso papel é central, e para isso funcionar, comunicação adequada por tipo de receptor é essencial. ## Qual é a sua rotina como pessoa de produto? Minha rotina é sazonal, mas gestão (1:1s, PDIs, méritos, promoções, avaliação de desempenho, contratação…) é constante. A sazonalidade está voltada à estratégia do produto, que na minha realidade atual é relativa à estratégia do negócio. Então podemos dizer que, durante o Q3 do ano, estou focado em desenvolver a estratégia de evolução do produto, levantar os problemas e oportunidades e defender esse ponto de vista em reuniões que refletirão no orçamento do ano seguinte. Já no Q4, estou, junto com os GPMs e Designers especialistas, desdobrando os problemas que realmente foram priorizados em uma visão integrada de evolução da entrega de valor. No Q1 e no Q2, meu foco é garantir os desdobramentos dos problemas em pontos de discovery que as squads estão puxando, e o reflexo no resultado do negócio. O importante nessa fase é garantirmos que aquilo que analisamos como oportunidades realmente reflita em entrega de valor para as pessoas e em resultado para o negócio. ## Qual o momento do produto que você gerencia? Vou usar como referência os níveis de maturidade de produto feitos pela [Birdie](https://lp.birdie.ai/product-maturity-model) e, nesse contexto, estamos no nível 4 — Direcionados a oportunidades. Conseguimos entender neste período de Youse que somente a diferenciação na oferta ou a disrupção garantem que iremos ao encontro da oportunidade que é a penetração desse mercado. Ou seja: democratizar a oferta de seguro no Brasil, que hoje atinge apenas 20% da população ativa. ## Qual foi a sua maior falha? E o que aprendeu com ela? Insistir em desenvolver algo in house em vez d

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