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Web Summit Rio 2025: as palestras que valeram a pena e o veredito sobre o evento
Senna Brands, Atlético Mineiro, Porchat e YouTube, Wikipedia e LLMs: o que valeu no Web Summit Rio 2025 — e por que o valor está mais na troca que nas talks.
Por Arthur Castro
Primeira vez gravando ao vivo, primeiro episódio dentro de um evento — e não qualquer evento: o Web Summit Rio, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Aqui vão nossas impressões, aprendizados e o papo reto sobre o que rolou de mais interessante nas keynotes, nas palestras e até nos bastidores. ## O evento O Web Summit Rio está na sua 3ª edição, confirmado no Brasil até 2030, e é uma das maiores conferências de tecnologia do mundo. Alguns dados para você ver o tamanho: - **35 mil pessoas de 102 países** - **~1.500 startups** - **~170 patrocinadores** - 1.000 veículos de mídia cobrindo o evento — inclusive nós (tamo chique, né? "veículos de mídia") - O evento tomou conta de TODOS os pavilhões do RioCentro, o que já dá uma noção do tamanho do negócio E a primeira coisa é: você acha que vai conseguir ver tudo? Esquece. É tipo o **Rock in Rio de tecnologia**. Conversando com várias participantes, é importante ter "uma estratégia": escolher bem quais palcos, quais temas e até aceitar que você vai perder coisa boa no meio do caminho. ## Panorama geral - Não é um evento pra quem busca profundidade nas palestras. As talks são rápidas, em geral de **20 minutos**, mais pra gerar reflexões e abrir tópicos do que pra aprofundar. - O grande valor está nas conexões, no networking, nas conversas de corredor e nos estandes. - Dica: se você vier nos próximos anos, **fique perto da Barra**, porque o deslocamento é perrengue real. - O app oficial do evento foi um dos melhores que já usamos em conferência. Simples, funcional, resolve. ## Nossas palestras favoritas ### Senna Brands: o legado do Ayrton Senna  Na palestra *"Senna XR: how creative tech contributed to the legacy of a sporting icon"*, a CMO da Senna Brands, Ana Simões, comentou sobre o desafio de **manter viva a essência e a história do Senna** para gerações que nunca o viram correr. Como explorar as novas tecnologias e mídias para isso? - É incrível como uma marca como a do Senna **não vende produtos nem serviços**. Ela vende um legado. E que legado, né? - E, mesmo assim, é uma marca à qual diversas empresas querem se associar. E o critério para aceitar parcerias? **"Se for difícil, bora. É isso que o Senna faria."** - Uma palavra que me marcou muito foi **"imortalidade digital"**. Com IA e todas as evoluções que estão acontecendo, isso passa a ser uma coisa bem possível, né? ### Algoritmo da paixão: a estratégia de IA que gerou milhões para o Atlético Mineiro  - Começaram reforçando o que já falamos: **"tem que acabar o dashboard!"** Tinham mais de 1.000 dashboards, e pouquíssimos usados. *(Se fosse uma planilha, não tinha esse problema, né? rs.)* - A ordem das perguntas **não começa** com "qual modelo vamos usar?". O foco deve ser em: quais dores queremos resolver? Quais perguntas queremos responder? - No final, IA (ainda) é meio: está no espaço de solução, não no do problema. - E convenhamos, tem hora que o que você precisa **é só ajustar uma regra de negócios no código**, um if. Não precisa do modelo de IA fancy do momento. - Importante reforçar que **não vai dar para resolver todos os problemas**. Comunique quais problemas serão atacados e quais não. Apesar de simples, às vezes esquecemos de combinar o jogo. ### Fábio Porchat e YouTube: creators são as novas startups?  Na palestra *"Welcome to the future of cross-platform storytelling"*, Fábio Porchat e a diretora LATAM do YouTube, [Patrícia Muratori](https://www.linkedin.com/in/pmuratori/), bateram um papo com mediação do [Givanildo Menezes](https://www.linkedin.com/in/givanildo-menezes/), da CNN. Destaques: - Creators não são mais "criadores". São **startups**. - Cada inscrito é visto como **cliente**, e o canal é **um negócio**. - O YouTube virou a casa dos podcasts — quem diria, né? - **"O YouTube é o lugar onde você pode errar."** Errou hoje? Semana que vem tem vídeo novo. - Uma das coisas que a Patrícia falou e que me marcou: a plataforma **nem sempre vai prever os próximos movimentos**, mas tem que estar **preparada para se adaptar**. O próprio YouTube é exemplo disso: começou com vídeos curtos, hoje em dia é super assistido nas TVs, mas também teve um grande incremento de acesso graças à adaptação para os shorts. - Porchat também comentou sobre **estratégia de formato e conteúdo**: hoje em dia, os roteiros do Porta dos Fundos são pensados desde vídeos pequenos até sketches e versões maiores. - E, assim como já comentamos em outras ocasiões, a Patrícia trouxe uma provocação bem interessante quando o assunto foi IA: muita gente está falando sobre IA substituir, avatares de IA etc., mas, na real, o melhor uso de IA nesse contexto é tirar a parte "burocrática" — tirar da frente o q