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As quatro apostas de IA da Meta, segundo Mark Zuckerberg

Da arquitetura de modelos aos óculos e à publicidade: as quatro apostas de IA da Meta destrinchadas a partir da entrevista de Zuckerberg ao Stratechery.

Por Arthur Castro

Poucas vezes uma entrevista deu uma visão estratégica tão completa de uma big tech quanto a [entrevista que Mark Zuckerberg deu para o Ben Thompson (Stratechery)](https://stratechery.com/2025/an-interview-with-meta-ceo-mark-zuckerberg-about-ai-and-the-evolution-of-social-media/) em 2025. Da arquitetura dos modelos ao modelo de negócios. De plataforma a produto. ![](https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/8ffd7280-e651-478c-b54c-9326647477cc_792x794.jpeg) Abaixo, os principais destaques. ## As 4 grandes apostas da Meta com IA Logo de cara, Zuckerberg lista o que, para ele, são **as quatro maiores oportunidades de IA para a empresa**. E, diferente do que muita gente imagina, a ordem é importante: 1. **Anúncios:** tudo começa aqui. A prioridade número um é transformar a IA no agente de performance definitivo. Segundo ele, a Meta quer que o anunciante só precise dizer "quero esse resultado, estou disposto a pagar isso" — e a IA cuida de segmentação, criativo, testes, tudo. 2. **Engajamento e recomendação:** para os anúncios funcionarem, as pessoas precisam estar nos produtos. Melhorar feed, Reels, Stories e todos os motores de descoberta é prioridade. 3. **Business messaging:** Zuckerberg acredita que *todo* negócio do mundo vai ter uma IA que vende e dá suporte. E a Meta quer ser a infraestrutura por trás disso — especialmente no WhatsApp, que já é dominante em muitos países (mas ainda não nos EUA). 4. **Produtos AI-first:** por fim, apps como o Meta AI ou os óculos com assistente embarcado. Aqui, a lógica é "vamos testar e ver o que vira". ## Infraestrutura, API e priorização Apesar de oferecer uma API pública com custo quase zero, o objetivo não é virar um "cloud provider" como AWS ou Azure. É ser a referência do ecossistema open source. Simples assim. E, quando perguntado sobre por que não expandir isso agressivamente, Zuckerberg é direto: a alocação marginal de GPUs ainda vale mais quando usada para melhorar feeds e ads do que para inferência pública. ## Benchmarks ≠ valor real Zuck também cutuca o hype em torno dos benchmarks, como o LMSYS Arena. O Llama 4 não performou tão bem no ranking — mas ele diz que isso foi escolha. A Meta preferiu lançar o modelo *sem* otimizações específicas para benchmarks, justamente porque a prioridade é o uso em produto, e não ganhar prova de QI artificial. ## Social, IA e o novo ciclo de descoberta Outra parte muito legal foi a análise da mudança de comportamento nas redes sociais. Hoje, segundo ele, o feed virou um **motor de descoberta**, e a conversa real acontece nos grupos e DMs. A interação acontece *depois* do conteúdo, não dentro dele. Ou seja: a IA da Meta precisa ser boa em descobrir o que mostrar — e também em ajudar você a compartilhar isso com seus grupos. ## IA como amigo, coach, conselheiro Um dado curioso citado por ele: o americano médio tem menos de 3 amigos, mas gostaria de ter 15. Isso, somado ao fato de que muita gente já está usando a Meta AI para treinar conversas difíceis, reforça a aposta da empresa em construir IAs personalizadas, que te conheçam profundamente e te ajudem no dia a dia. ## Óculos como o próximo iPhone? Zuckerberg segue convicto: os Ray-Ban Meta Glasses são só o começo. Para ele, os óculos serão o dispositivo ideal para IA — porque conseguem ver o que você vê, ouvir o que você ouve e responder por voz. Mais do que um smartphone, eles se integram ao seu contexto. E, apesar de o metaverso não ter decolado como o esperado, ele reforça: a visão de longo prazo segue de pé. ## A empresa antifrágil No fim das contas, o que mais impressiona é a consistência. A Meta segue testando, errando, aprendendo e apostando em ciclos longos — algo cada vez mais raro em tech. Como o Aíquis comentou, ela é, talvez, a big tech mais antifrágil da atualidade. E isso só é possível porque ainda é uma empresa de dono. [![Assista ao episódio no YouTube](https://img.youtube.com/vi/46Q_Z7ZbqDo/maxresdefault.jpg)](https://youtu.be/46Q_Z7ZbqDo) ## Produtos da Semana Meu destaque foi o recurso de IA do **Elementor**, que agora ajuda a montar blocos de site por comando de texto. É a IA invisível no seu CMS. Já o Aíquis trouxe o **Cursor**, um IDE com IA embutida. Ele usou para criar uma extensão do Chrome em minutos. Vale testar. ### Produtos que os ouvintes recomendaram - **Perplexity** (por Izabela) - **Songster** (por Brian) - **Clair Obscur: Expedition 33** (por André) - **Any I Go** (por Matt) - **Brilliant** (por Lucas) - Desproduto da Semana: **LinkedIn Disney** (por Cloves)

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